Primeiro texto depois das explicações necessárias, e aqui estou pensando
que não sei para quem escrevo. Não sei se é exatamente para mim, se o
fosse estaria escrevendo no Word, não na BlogSpot. Claro que é para
alguém, mas quem? Se assino K é porque assim algumas pessoas podem
reconhecer, e a maioria não pode. Refletir sobre para quem escrevo leva a
uma segunda reflexão. Para quê escrevo?
Porque é simples, porque quero. O problema é a finalidade. Registrar
pensamentos, anotar idéias, deixar guardado o que acho sincronicamente,
para quem sabe um dia fazer uma leitura distanciada e uma análise
diacrônica. Vaidade. Claro que escrevo por vaidade, tudo abaixo do Sol é
vaidade e aflição de espírito, não é?
Escrevo para me expôr, a que? À leitura, existe exposição mais
assustadora? Não coloco opção para que comentem, sou péssimo em aceitar
elogios e críticas, sempre me estragam. Publico porque isso me força a
ordenar idéias abstratas que voam e vão o tempo todo. A maior bênção da
humanidade é a incapacidade das pessoas em relacionar todos os seus
conhecimentos, então talvez eu consiga relacionar pelo menos alguma coisa.
Tá bom, antes que fique sério demais, estou sendo um pouco niilista para
com você, caríssimo leitor, castíssima leitora, e te encarando como uma
cobaia. Talvez eu consiga descobrir algo trabalhando em você, e talvez eu
consiga até mesmo te melhorar - ou piorar - em algum aspecto.